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METODOLOGIA RÁPIDA PARA A AVALIAÇÃO E PRIORIZAÇÃO DO MANEJO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (MÉTODO RAPPAM)
O
Método RAPPAM foi desenvolvido entre 1999 e 2002 tendo sido testado em campo
e discutido em oficinas, tendo sido até 2004 aplicado em 23 países,
incluindo o Brasil. O Método RAPPAM já foi aplicado no Brasil por duas
vezes, uma no Estado de São Paulo, onde analisou um sistema composto por 32
unidades de conservação e outra na Amazônia, que englobou todas as unidades
de conservação federais desta região, sendo assim, esta é a terceira vez
que este método é aplicado no país.
A
aplicação deste método no Paraná foi realizada por uma parceria do
Programa Pró-Atlântica com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), WWF
Brasil e Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), que contrataram, através
de licitação pública, a empresa Ecossistema Consultoria Ambiental como
responsável pela coordenação e aplicação do RAPPAM nas unidades
paranaenses que compõem o Programa Pró- Atlântica. O Programa Pró-Atlântica
é resultado de uma parceria entre a República Federal da Alemanha, através
do seu agente financiador, o KfW Bankengruppe, e o Governo do Estado do Paraná,
onde se prevê amplos investimentos. Deste total, 65% provêm de doação por
parte do KfW e os 35% restantes do Governo do Paraná (Pró-Atlântica, 2006).
A
decisão de se aplicar este método nas unidades do Programa Pró-Atlântica
vem da necessidade de avaliar a efetividade da gestão das Unidades de
Conservação e fazer recomendações de ações estratégicas futuras,
visando a melhoria da eficácia da gestão das unidades que compõem o
programa (Edital Pró-Atlântica, 2006). O Método RAPPAM foi aplicado no
Paraná, abrangendo as 21 Unidades de Conservação englobadas no Programa Pró-Atlântica,
que totalizam 538.419,38 ha de área.
Dentre
as unidades, encontram-se 5 Áreas de Proteção Ambiental, uma Área de
Relevante Interesse Turístico, 10 Parques Estaduais, um Parque Florestal,
duas Estações Ecológicas e duas Florestas Estaduais. A área de abrangência
do Programa Pró-Atlântica corresponde à de ocorrência fitogeográfica da
Floresta Ombrófila Densa e ecossistemas associados, contemplando mais
especificamente a Serra do Mar, toda a planície litorânea (incluindo as
ilhas interiores) e o Vale do rio Ribeira. Geopoliticamente estão incluídos
no Programa quinze municípios: Adrianópolis; Antonina; Bocaiúva do Sul;
Campina Grande do Sul; Guaraqueçaba; Guaratuba; Matinhos; Morretes; Paranaguá;
Piraquara; Pontal do Paraná, Quatro Barras; São José dos Pinhais; Tijucas
do Sul e Tunas do Paraná (Pró-Atlântica, 2006). O Pró-Atlântica levou em
conta dois aspectos fundamentais para estabelecer seu programa de ação: a
importância ambiental e sócio-econômica da Floresta Atlântica, e as
inter-relações entre estes dois aspectos e suas conseqüências no decorrer
do tempo.

Oficinas
participativas realizadas na aplicação dos questionários do Método RAPPAM.
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